sábado, 14 de Novembro de 2009
quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
A Banalidade
Há uns bons dez anos, na Bastilha, Marcelo Álvarez deslumbrou-me com o seu Duque (Rigoletto). Adivinhei-lhe um futuro verdiano, mais na linha do spinto – Radames, Otello, Manrico, Rodolfo, etc.
O presente artigo constitui uma colectânea de árias verdianas, cujo denominador comum assenta, justamente, no spinto. Dir-se-ia que a dita colectânea foi construída à imagem dos dotes do tenor argentino…
Álvarez possui um timbre encorpado e heróico, pujante e amplo, contudo as fragilidades técnicas são indisfarçáveis: tendência para o fortissimo e pianissimi inseguros. As suas interpretações não ultrapassam a fasquia do banal, enfermando de falta de subtileza e lirismo, elegância e linhagem. A brutalidade e dilaceração, demandadas pelo epílogo de Otello, tendem a estender-se às demais incarnações, tornando-as algo desinteressantes e excessivamente afins, sem matizes de natureza alguma.
É bem verdade que este tenor não encontra rival à sua altura, neste repertório – Licitra parece ter perecido, liricamente falando… Contudo, quando comparado com os seus antecessores, Álvarez constitui uma mera curiosidade.
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segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Os Troianos de Valência
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Bad, bad boy!
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terça-feira, 3 de Novembro de 2009
sábado, 31 de Outubro de 2009
Vitalidade é...
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Disse-me um passarinho que, em breve, contaremos com...
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quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
Pontualmente Interessante

(DECCA 478 1533)
O presente registo obedece à lógica que a DECCA e Fleming traçaram, desde há tempos idos: alargar o repertório lírico, estendendo-o a todos os territórios, nunca repetindo interpretações (da própria).
A produção é cuidadosa, como sempre, exibindo uma cinquentona esbelta e elegante, muito retocada pelo dedo milagroso do PhotoShop.
Dado que Renée foi esgotando o mainstream da ópera, pouco lhe vai restando registar. Seria interessante que nos presenteasse com o Wagner lírico-dramático ou com o Verdi tardio (para além de Otello), mas enfim...
Dos meus desejos falo eu!
A verdade é que, no presente artigo, o soprano americano nos brinda com um Verismo mal amanhado, por vezes de segunda água, apesar de alguns pilares puccinianos - La Bohème, Manon Lescaut e Turandot. Há premières e rarely recorded arias; há sim senhor... E não é por acaso que só agora se perpetuam discograficamente: sem ponta de graça e desinteressantes, o tempo encarregou-se de as apagar - Iris e Landoletta (Mascagni), a par de La Bohème (Leoncavallo), Gloria (Cilea), etc.
Em regra, Fleming pouco vai além da banalidade interpretativa. Refugia-se numa voz belíssima, sobreinvestindo os formalismos, onde permanece espantosamente fresca e segura.
Contudo, destaco três momentos de inegável beleza: Zazá, pela espessura e eloquência dramáticas, Conchita, que transpira segurança pirotécnica, e Fedora, cuja interpretação e arrojo dilaceram os mais incrédulos...
Pelos momentos citados e timbre de ouro, sobretudo.
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(3,5/5)
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Disse-me um passarinho...
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segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
Renée & Cecilia
Fleming e Bartoli são duas das mais extraordinárias cantoras líricas da actualidade.
Salvo erro, actuaram juntas em As Bodas de Fígaro, no Met, em finais dos anos 1990. Terfel foi o Fígaro dessa produção. Segundo rezam as crónicas, o trio proporcionou um espectáculo mítico. Consta que o teatro ia indo a baixo, depois de Bartoli interpretar Deh vieni non tardar...
Fleming deve ser a melhor Condessa desde Te Kanawa e Terfel o Fígaro absoluto...
A notícia que abaixo cito destaca os últimos registos discográficos das duas divas.
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